Trata-se do relato ao mesmo tempo duro e irônico de um marinheiro que, privado de seu passaporte, por circunstâncias alheias a sua vontade, também perde a cidadania nacional. E os direitos humanos mais básicos. As suas aventuras sempre perigosas, no limite da sobrevivência, se constituem como uma extraordinária epopeia dos proletários do mar – em oposição às mais conhecidas até então, que tratavam apenas dos capitães, aristocratas e proprietários das embarcações. Assim, tendo um trabalhador como herói, o livro confronta as verdadeiras necessidades humanas com as exigências arbitrárias da burocracia e da política nacional e internacional, no período posterior à Primeira Guerra Mundial. O resultado é uma das maiores obras-primas internacionais do século xx. A primeira edição de O Navio da Morte em língua alemã foi feita em Berlim, em 1926. É essa primeira edição que serviu de base para a presente tradução, diferentemente do que foi feito muitas vezes, em vários países, ao tomar equivocadamente a tradução norteamericana, muito posterior, como sendo o original do livro.
Até hoje ainda não é possível falar com segurança sobre quem é o homem por trás do pseudônimo “B. Traven”. Sabe-se que foi um ator, autor e editor chamado “Ret Marut”, que esteve ligado à revolução anarquista de Munique, em 1919. Ret Marut chegou a ser condenado à morte pelas forças da repressão, mas escapou da execução e conseguiu chegar ao México, onde se estabeleceu e produziu um conjunto de obras de sucesso mundial, entre elas, além de O navio da Morte, O tesouro de Sierra Madre, adaptado para o cinema pelo cineasta John Houston, e vencedor de três Oscar; A Rosa Branca, A rebelião dos enforcados, Macário etc.
Contra a pressa do mercado
Os livros selecionados passam a integrar o catálogo da Quimera. A partir disso, cuidamos da armazenagem, circulação e distribuição para livrarias especializadas, buscando conectar cada obra ao seu público leitor mais adequado, sempre em diálogo com o perfil de cada livraria e a natureza de cada catálogo.
Federico García Lorca escreveu sem pressa, mas nunca deixou de escrever. Esse também é o espírito do selo literário Quimera. Nosso intuito é mapear e acompanhar as obras mais relevantes publicadas no Brasil, sempre guiados pela atenção, pelo rigor e pelo tempo próprio da literatura — e não pela velocidade ansiosa imposta pelo fluxo contemporâneo das redes sociais. É justamente dessa convicção que nasce a razão de existir da Quimera.
Trata-se do relato ao mesmo tempo duro e irônico de um marinheiro que, privado de seu passaporte, por circunstâncias alheias a sua vontade, também perde a cidadania nacional. E os direitos humanos mais básicos. As suas aventuras sempre perigosas, no limite da sobrevivência, se constituem como uma extraordinária epopeia dos proletários do mar – em oposição às mais conhecidas até então, que tratavam apenas dos capitães, aristocratas e proprietários das embarcações. Assim, tendo um trabalhador como herói, o livro confronta as verdadeiras necessidades humanas com as exigências arbitrárias da burocracia e da política nacional e internacional, no período posterior à Primeira Guerra Mundial. O resultado é uma das maiores obras-primas internacionais do século xx. A primeira edição de O Navio da Morte em língua alemã foi feita em Berlim, em 1926. É essa primeira edição que serviu de base para a presente tradução, diferentemente do que foi feito muitas vezes, em vários países, ao tomar equivocadamente a tradução norteamericana, muito posterior, como sendo o original do livro.
Até hoje ainda não é possível falar com segurança sobre quem é o homem por trás do pseudônimo “B. Traven”. Sabe-se que foi um ator, autor e editor chamado “Ret Marut”, que esteve ligado à revolução anarquista de Munique, em 1919. Ret Marut chegou a ser condenado à morte pelas forças da repressão, mas escapou da execução e conseguiu chegar ao México, onde se estabeleceu e produziu um conjunto de obras de sucesso mundial, entre elas, além de O navio da Morte, O tesouro de Sierra Madre, adaptado para o cinema pelo cineasta John Houston, e vencedor de três Oscar; A Rosa Branca, A rebelião dos enforcados, Macário etc.
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O projeto consiste em poucas e boas obras, escolhidas por um curador exigente para leitores exigentes. A avaliação leva em conta a qualidade do
Recebemos livros de todas as editoras, mas isso não garante sua entrada no selo editorial Quimera. O Selo Quimera consiste num trabalho de artesania.
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